Pensando bem, não foi nada fácil ser eu mesmo. Mas eu fui. Ser eu mesmo era minha religião. Mas seguir uma religião, sem questioná-la é uma rematada forma de ignorância.
E me vendo de dentro era um sofredor: porque o mundo a minha volta era maior que eu e isso é deprimente.
Não sei bem quando a ousadia de querer ser um guerreiro me abarcou: nessa hora eu quis ser maior que o mundo.
Me desapeguei de velhas crenças particulares e comecei a desconfiar de mim. A auto desconfiança precede a verdadeira auto-confiança.
Porque não é possível crescer sem matar alguém. E esse alguém sempre está tão perto que ocupa o mesmo corpo.
A pessoa é a prisão dela mesma. Toda opressão começa em acreditar que somos o que somos. Na verdade não somos nada, mas nos fazemos ser o que somos a cada dia.
Quando percebemos que não estamos construídos mas que ao contrário somos inacabados, acordamos para o fato que nos fazemos da mesma forma que o artista faz a obra de arte. Todo quadro e escultura nascem de um caos. É um problema intrincado. Ou colocamos a mão na massa e nos fazemos ou o mundo nos faz e nos tornamos uma coisa do mundo e não nossa. Efeitos de causas e não causa de efeitos.
Eu realmente acho que precisamos meditar muito. Que precisamos nos construir e isso implica em desconstruir o que construíram na gente: grades! Limitações! Negatividades!
Eu tinha me apegado a ideia de que o artista é pobre porque é uma espécie de herói cristão: sofre e padece porque isso é o mais nobre e justo.
Não que o dinheiro seja um Deus: mas quando traçamos planos há uma série de ferramentas e objetos a serem utilizados para levar a tarefa a cabo. O dinheiro ao contrário de trazer a infelicidade é uma liberdade de fazer as coisas acontecerem. Acumula-lo e não circula-lo, é puro egoismo e não faz bem pra alma.
Assim, o começo do começo é nossa mentalidade.Pensamentos e sentimentos alimentando a vontade e que são alimentados por ela. Mesmo que estejamos nos sentindo mal, deprimidos, vencidos, e ousar deixar isso de lado. É preciso acreditar e dar o salto quântico. É preciso olhar para dentro pra se conhecer, e se recriar. Quando somos vítimas da situação e há responsáveis pela nossa desdita, é sinal que somos sem fé no nosso poder pessoal. É isso que tem que ser subvertido. É assim que se começa certo.
Quer ser feliz? Conquiste isso no seu interior. Foi o que descobri, me descartando e me recriando.